Transformando dados fragmentados em uma experiência única de comparação

Gestores de frota já tinham acesso a uma grande quantidade de dados sobre veículos, rotas e motoristas. O problema era que essas informações estavam espalhadas por diferentes plataformas.

Contexto

A Volkswagen Caminhões e Ônibus utiliza o ecossistema RIO para acompanhar diferentes aspectos da operação de uma frota.

Dados sobre comportamento de motoristas, veículos, rotas e eficiência operacional já estavam disponíveis, mas distribuídos entre diferentes plataformas e dashboards.

O desafio

Para um gestor de frota construir uma visão completa, era necessário navegar entre diferentes frentes do produto, interpretar informações separadamente e conectar os dados mentalmente. O gestor tinha acesso aos dados, mas não necessariamente à relação entre eles.

Informações sobre o perfil de um motorista podiam estar em uma plataforma. Dados relacionados às rotas estavam em outra. Informações de comportamento e performance dos veículos apareciam em outros dashboards. Isso dificultava responder perguntas importantes para a operação.

O que eu fiz

Participei das sessões de discovery e co-criação com diretores e stakeholders da Volkswagen, transformando discussões estratégicas em fluxos e hipóteses de produto. Fui responsável pela evolução da arquitetura da experiência, criação de wireframes, validação de hipóteses com Engenharia, levantamento da disponibilidade real dos dados e definição da interface final.

O resultado

A solução criou uma nova experiência de comparação baseada em quatro pilares principais: Rota · Modelo · Veículo · Motorista.

O projeto foi aprovado pela diretoria, avançou para produção e tornou-se uma referência para novas experiências dentro do produto.

Intro

Dados

O problema não era falta de informação.

Nas primeiras discussões sobre o produto, ficou claro que a Volkswagen já possuía uma grande quantidade de dados. O desafio era entender quais informações realmente poderiam trabalhar juntas.

Os dados vinham de diferentes plataformas de telemetria e acompanhamento operacional, todas relacionadas ao comportamento de veículos e motoristas.

Entre os indicadores disponíveis estavam:

EPK, excesso de velocidade, faixa verde, freada brusca, consumo, arrancada, aceleração brusca, emissões, excesso de marcha lenta + AC, tempo de ociosidade, excesso de RPM, embreagem e velocidade média.

Mas disponibilidade de dados não significa facilidade de análise.

4

pilares conectados

+10

fluxos explorados

13

indicadores analisados

Desafio

  1. 01

    Ordem dos Pilares

    A ordem dos pilares passou por várias versões. Diferentes pontos de entrada pareciam dar mais liberdade, mas criavam uma nova decisão antes mesmo da análise começar.

  2. 02

    Flexibilidade Demais

    Por onde devo começar? Qual dado selecionar primeiro? A experiência tinha flexibilidade demais antes de estabelecer contexto.

  3. 03

    Guiado, Mas Não Restritivo

    A rota se tornou o ponto de partida obrigatório: Rota → Modelo → Veículo e/ou Motorista, sem tornar o fluxo um caminho rígido.

Solução

Discovery e Co-criação

As sessões de discovery reuniram diretores da Volkswagen, stakeholders, Engenharia, time de requisitos e Design para alinhar as definições.

A definição da experiência considerou necessidades dos usuários, pesquisas anteriores da empresa e a disponibilidade real dos dados nas plataformas.

Rota como Ponto de Partida

A rota passou a funcionar como o contexto inicial da análise. A partir dela, o fluxo avançava progressivamente — Rota → Modelo → Veículo e/ou Motorista — reduzindo os caminhos possíveis sem tornar a experiência rígida.

O usuário podia encerrar a configuração após o veículo, ou aprofundar a leitura incluindo o motorista.

Conheça o projeto

Abrir no Figma

A falta de conexão entre os dados dificultava responder perguntas essenciais da operação — qual motorista precisa de orientação, quais padrões impactam a eficiência, como cada veículo performa em diferentes contextos.

Isso deixou claro que o problema não era de usabilidade isolada, mas um risco real para a tomada de decisão operacional — o que tornou a nova experiência uma prioridade estratégica.

Impacto

Este case study contém informações de projetos desenvolvidos sob acordos de confidencialidade (NDA). Alguns detalhes sensíveis foram alterados ou omitidos para respeitar esses compromissos. O conteúdo apresentado aqui reflete minhas próprias análises e contribuições e não representa necessariamente a posição oficial das empresas envolvidas.

Obrigado pelo seu tempo!